quarta-feira, 25 de junho de 2025

PARÓDIA – TAMO NA VALA_(2025)

 
PARÓDIA – TAMO NA VALA_(2025)
Música original: Socando canjica (Tibúrcio da Estância)
Letra e Interpretação: Piá Vividense

I
Na nossa cidade já faz muito tempo
Que o saneamento ficou para trás.
Enquanto o prefeito viaja pra Ásia
Proliferam as valas por todo lugar.
Há mais de três anos escrevi uma paródia,
falando das valas pra fiscalizar.
E aquela paródia ainda tá valendo,
pois as valas não param de aumentar.
Não foi feito nada pela prefeitura,
e a CAJ continua a ignorar.
Canais poluídos e com ratazanas
por toda a cidade em todo lugar!
II
A Praia do Alcaide é amostra oficial,
do pleno descaso, com os nossos rios.
E a Prefeitura descaradamente
diz que o local é um polo turístico.
A CAJ confirma o mesmo delírio
Não fazendo nada pelo rio Mathias
E ainda diz que tratou 100%
Aquela água turva, escura e fedida.
Mas, essas balelas são todas mentirosas.
Porque o Rio Mathias tá uma nojeira
Canalização podre e poluída.
que há anos deságua no Rio Cachoeira.
III
O Rio Cachoeira tão comentado.
Há tempos camufla um futuro incerto.
De águas navegáveis, limpinhas e claras
O Rio se tornou esgoto a céu aberto.
A CAJ abraçada com a prefeitura,
Não tem pressa e muito menos prioridade.
Em despoluir os rios e afluentes
e arrumar as valas por toda a cidade.
E a ARIS que devia fiscalizar,
é outra vergonha de cumplicidade.
É outra lambança da administração.
Pra driblar suas responsabilidades.
IV
A rede de esgoto tanto comentada.
Foi finalizada sem ter estação.
Duas Estações se arrastam por anos,
E não completaram sua conexão.
E ainda tiveram cinquenta milhões,
Que em uma adutora foram enterrados.
Pra transportar nada pra lugar nenhum.
Parece o projeto de vento encanado.
E os vereadores que não fiscalizam,
mas, sobem fazer inspeção em telhado.
Perto do prefeito viram o homem-aranha,
escalam escadas só pra puxar saco!
V
Cidade das valas e sem saneamento.
E a incompetência já está provada.
A licitação pra fazer a estação
Lá no Piraí já está fracassada.
E além do fracasso por incompetência.
Tem outro fator sendo ignorado.
A captação no Rio Águas Vermelhas.
É tratar chorume pra ser degustado.
É água de esgoto da zona oeste
e das arrozeiras super-saturadas.
É assim que nóis tamo, porém ninguém fala,
Nóis tamo na vala e pagando a rodada!


ESCRITA DIA 25 DE JUNHO DE 2025

terça-feira, 17 de junho de 2025

PARÓDIA – IGNORADO, ASSOREADO E ATERRADO_(2025)

PARÓDIA – IGNORADO, ASSOREADO E ATERRADO_(2025)
Música original: Chapéu de vaca (Xirú Missioneiro)
Letra e Interpretação: Piá Vividense

O Rio Cachoeira é o rio joinvilense.
Por aqui nasce e aqui mesmo deságua.
É lá no bairro Costa e Silva que ele nasce.
E na Lagoa Saguaçu que ele acaba.
Por ele vieram os primeiros imigrantes,
E o desembarque deles foi ali no centro.
Perto da barca em frente à prefeitura.
Onde pra eles foi feito um monumento.

Tinha até porto e muita navegação.
No antigo cais Joinville era abastecida.
Ali chegavam os produtos importados.
E os exportados pelo rio era a saída.
II
Perto do rio também tava estabelecido.
O nosso antigo mercado municipal.
Um patrimônio que há tempo foi demolido.
E construído o mercado atual.
Bem ao contrário de outros mercados públicos.
Com um estilo germânico falsificado.
Já não condiz com a cidade de Joinville.
Perto do rio é estranho e acanhado!

Se antes era um ponto de agricultores.
E os pescadores vendiam o seu pescado.
Hoje retrata apenas um ponto de encontro.
Que não define seu valor e seu legado.
III
O Rio Cachoeira outrora movimentado.
Tá assoreado e sem navegabilidade.
Tá maltratado, poluído e esquecido.
Até parece que nem é dessa cidade.
Ignorado, assoreado e aterrado!
Falta limpeza, cuidado e manutenção.
Falta dragagem de porte em todo o seu curso.
Pra resolver a cheia e a inundação.

Uma dragagem profunda e competente.
É a solução pra esgotar essa aguaceira.
Pra ter de novo, navegação e esportes.
E aquela vida que tinha o Rio Cachoeira.
IV
Foi aterrado lá na ponte do vovô!
E na Nacar aterraram o afluente.
Nos dois lugares teve o leito estreitado.
E reduzido o rio em cinquenta por cento.
No Prédio verde em frente ao Tenis clube.
O Rio Cachoeira tem um estrangulamento.
Tiraram o prédio, porém, plantaram florzinhas.
E até hoje não teve alargamento.
V
E a drenagem e obras do Rio Mathias.
Estão paradas sem previsão de começo.
E o Men de Sá disse não ser prioridade.
E na verdade não se tem nenhum apreço.
Mas, em vez disso fizeram rotas de fuga!
Porém as cheias no centro seguem constantes.
Então a ideia genial dessa gestão.
Foi colocar árvores em vasos flutuantes.

E Joinville continua como sempre.
Uma vez teve, já era, já foi outrora.
E o Rio Cachoeira pra voltar ser o que foi.
Essa dragagem tem que começar agora!
VI
No antigo cais querem fazer mais um projeto.
Chamado Parque Linear do Cachoeira.
Um projetinho mequetrefe e sem vergonha.
Pra sobrepor quase uma história inteira.
Esse tal parque, que, de parque não tem nada.
Não lembra a história e nem a nossa tradição.
E em vez de honrar personagens imperiais.
Vai ter o nome dos parentes da gestão.

O antigo cais homenageia o Conde D’eu.
E mantém vivo um histórico centenário.
Mas, o tapume de cem metros em construção.
Vai ter o nome do papai do secretário.

É desse jeito que a cidade vai vivendo.
E o Rio Cachoeira é um exemplo escancarado.
Está sumindo, maltratado e poluído.
Ignorado, assoreado e aterrado!


ESCRITA DIA 17 DE JUNHO DE 2025

segunda-feira, 16 de junho de 2025

PARÓDIA – EU TAMBÉM VOU DENUNCIAR_ (2025)

 
PARÓDIA – EU TAMBÉM VOU DENUNCIAR_ (2025)
Música original: Os dez mandamentos do amor (Eduardo Costa)
Letra e Interpretação: Piá Vividense


Mas é que agora verdade e protesto
Vira inquérito, prisão e processo.
E o cidadão não pode reclamar!
Censura regulamentada
É a busca mais que desesperada,
Pra mordaça legal institucionalizar.
Planejaram o 8 de janeiro
E o golpe trapaceiro
Só pro Bolsonaro não voltar

Na televisão a velha mídia
Dissemina o whatsapp canalha da suprema corte,
Riem e falam dessa justiça imparcial.
Amazônia tá queimando.
A inflação só aumentando
Mas pra eles tá tudo normal
Ninguém foi preso, ou intimado
Pelo rombo no aposento
e na Previdência social.

Duas mentiras se misturam
A narrativa do golpe
E o crescimento da nação
Velha mídia faz malabarismo cafajeste
Pra romantizar
A situação!
Na TV tem uma chata
Mentindo que os brasileiros
Querem mais imposto e inflação.

Olho os ministros do supremo
Que vasculham nossas vidas
Só pra forjar a nossa condenação!
No smartphone a ditadura
diz que democracia e censura
são definidas apenas por quem dá a opinião!
Mentiras a lá minuta
Nessa corte absoluta
Valem mais que a Constituição.

Enquanto isso o governo impede
que investiguem o INSS
pra proteger o sindicato do irmão.
Quer confrontar o próprio Trump
condenar o Elon Musk,
das violações feitas pelo Xandão!
Enquanto o pixuleco chora,
A Justiça Americana
Colhe provas pra intimação.

E as dúvidas prosseguem sempre as mesmas
E a anistia? E a justiça? Quem amanhã preso será?
O Eduardo? A Zambelli?
ou a filha do Sid
Que não fugiu pelo Panamá?
O Brasil de fato, ignorado
cheio de pessoas
Que eu sei que nunca irão se calar

Porque é impossível ver tudo isso acontecendo
e ter a capacidade de ser um covarde
Se fingir de cego e só lamentar.
Mas eu não vou fugir da luta
E essa geração corrupta
Eu também vou denunciar!
ESCRITA DIA 10 DE JUNHO DE 2025

quarta-feira, 11 de junho de 2025

PARÓDIA – AS SETE MARAVILHAS DE JOINVILLE_(2025)

PARÓDIA – AS SETE MARAVILHAS DE JOINVILLE_(2025)
Música original: Os dez mandamentos do amor (Eduardo Costa)
Letra e Interpretação: Piá Vividense

REFRÃO
As sete maravilhas de Joinville.
Que a prefeitura não quer mostrar.
Tá tudo esquecido, tá tudo caindo.
Mas, a gestão nem pensa em reformar.
As sete maravilhas de Joinville.
Para o Joinvilense visitar.
Pode ir nas sete, pode fazer selfie.
E põe no instagram pra divulgar.
I
A Cidadela é a PRIMEIRA maravilha.
Pra esse tour que o prefeito não dissemina.
Patrimônio tombado histórico e cultural.
E tá tombando pelo descaso total.
E a SEGUNDA é a ponte do paraíso.
Mas o prefeito não botou no aplicativo.
A tal ponte do inferno não é um bom atrativo
Pro Gassenfert que gaba tanto o turismo.
O Micodemus é a TERCEIRA MARAVILHA.
Mas, se eu contar quase ninguém acredita.
O prefeito tá comprando essa ruína.
Há onze anos nossa QUARTA MARAVILHA?
É a famosa drenagem do Rio Mathias.
Na praça da bandeira a atração são os buracos,
Que fazem parte do turismo do descaso.
No Rio Mathias ainda teve os robôs.
E até hoje o resultado não chegou.
O buraco do natal também foi no Rio Mathias.
Pra abrilhantar e realçar a maravilha.
Rota de fuga pra enchente desviar.
Pra árvore não morrer quando o centro alagar,
Em vasos… as quaresmeiras vai plantar!
REFRÃO
As sete maravilhas de Joinville.
Que a prefeitura não quer mostrar.
Tá tudo esquecido, tá tudo caindo.
Mas, a gestão nem pensa em reformar.
As sete maravilhas de Joinville.
Para o Joinvilense visitar.
Pode ir nas sete, pode fazer selfie.
E marca o prefeitão pra divulgar.
II
Vou te falar da nossa QUINTA MARAVILHA.
Deteriorada e há muito tempo esquecida.
Estação da memória fechou e não abre mais
Se o trem apitar muito perto ela cai.
Abandonada e largada aos próprios trilhos.
Também deixaram fora do aplicativo.
Tá sempre estampada lá no site de turismo.
Mas, foi entregue ao descaso e ao vandalismo.
É hora do povo ir visitar,
Pra ver bem perto e fotografar…
e a Estação da memória divulgar.
O Parque Caieiras é a SEXTA MARAVILHA.
Um santuário de incompetência viva.
Um parque esquecido sem nenhuma atenção.
É o resultado dessa péssima gestão.
A SÉTIMA MARAVILHA é o Zoobotânico.
Como as outras pouco a pouco, definhando.
Não se investe mais nessa linda maravilha.
E o que resta é meia dúzia de trilhas.
E é assim que a cidade vai seguindo,
O centro alagando,
O patrimônio caindo, e o prefeitão?…
e o prefeito mentindo!
REFRÃO

ESCRITA DIA 10 DE JUNHO DE 2025

quarta-feira, 4 de junho de 2025

PARÓDIA – A FEBRE DAS PONTES_(2025)

 
PARÓDIA – A FEBRE DAS PONTES_(2025)
Música original: Pode passar o rodo (Daniel)
Letra e Interpretação: Piá Vividense

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E onde não tem ponte já tem mapa rabiscado.
Ponte da propaganda, ponte do monumento,
e as pontes necessárias ficaram no esquecimento.

Licitaram a Ponte do vovô.
Mas a empresa que ia fazer, quebrou.
Contrataram outra empresa pra acabar.
Cresceu preço, cresceu prazo e teve crime ambiental.
Aterraram o Cachoeira pra tal ponte terminar.

É a febre das pontes, é o nicho do momento!
Tudo fora de prazo e acima do orçamento.
É febre do andaime, do canteiro de obras.
O que é preciso falta e o que não precisa sobra.

Rebaixaram a Ponte da Nacar.
Pescadores não podem ir pescar.
Aterraram o Rio Bucarein.
É um crime humanitário e ambiental também.
No rio quem tranca é ponte e na rua é o trem.
Ponte baixa não dá pra navegar.
Barco parado há dois anos está,
Prejuízo começa acumular.
As perdas dos pescadores quem é que vai compensar.
Bem lá no final das contas o povo é quem vai pagar.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E a ponte Joinville é um monumento ao atraso.
Justificam os gastos gabando a estrutura.
Quando alguém compara com a ponte de Guaratuba.

Ponte Guaratuba tem sessenta por cento (60%)
Ponte Joinville em quatorze por cento (14%)
Guaratuba correndo contra o tempo,
E a nossa Ponte Joinville naquele passinho lento,
E nem falam dos acessos, do prazo e do orçamento!

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E lá na Vigorelli tem estudo contratado.
Mais de quatro milhões estão sendo torrados.
Pra descobrir o acesso que já está sendo usado.

PPP e governo do estado,
É o dinheiro que está sendo pensado.
E tem ponte velha pra todo lado.
Mas, essas pontes não deixam o prefeito preocupado.
Não tem tempo e nem dinheiro se a obra não der status.
Ponte do Kartódromo precisa reformar.
É notório, precisa levantar.
No Paraíso tem ponte quase caindo,
Mas, não se fala em reforma pra evitar esse risco.
Onde há necessidade o prefeito não mete o bico.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado!
Abraçaram as pontes, mas, o povo tá largado.
Tem que ser ponte grande, onde não é usado.
Pra contrair o empréstimo já superfaturado.

Ponte do Centro perto do tênis clube.
Um gargalo que a gestão não assume.
Afunila o Rio Cachoeira,
e quando a maré tá alta é inevitável as cheias.
E obra atrasada no centro é uma coisa muito feia!
É por isso que a ponte não sai.
Pois no prazo nenhuma obra vai.
E no centro melhor nem começar,
Uma ponte sem noção de quando consegue acabar.
Pois tem sempre os aditivos e os prazos pra adiar.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E onde não tem ponte já tem mapa rabiscado.
Ponte da propaganda, ponte do monumento,
e as pontes necessárias ficaram no esquecimento.

É a febre das pontes, é o nicho do momento!
Tudo fora de prazo e acima do orçamento.
É febre do andaime, do canteiro de obras.
O que é preciso falta e o que não precisa sobra.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado!
Abraçaram as pontes, mas, o povo tá largado.
Tem que ser ponte grande, onde não é usado.
Pra contrair o empréstimo já superfaturado.


ESCRITA DIA 04 DE JUNHO DE 2025