quarta-feira, 4 de junho de 2025

PARÓDIA – A FEBRE DAS PONTES_(2025)

 
PARÓDIA – A FEBRE DAS PONTES_(2025)
Música original: Pode passar o rodo (Daniel)
Letra e Interpretação: Piá Vividense

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E onde não tem ponte já tem mapa rabiscado.
Ponte da propaganda, ponte do monumento,
e as pontes necessárias ficaram no esquecimento.

Licitaram a Ponte do vovô.
Mas a empresa que ia fazer, quebrou.
Contrataram outra empresa pra acabar.
Cresceu preço, cresceu prazo e teve crime ambiental.
Aterraram o Cachoeira pra tal ponte terminar.

É a febre das pontes, é o nicho do momento!
Tudo fora de prazo e acima do orçamento.
É febre do andaime, do canteiro de obras.
O que é preciso falta e o que não precisa sobra.

Rebaixaram a Ponte da Nacar.
Pescadores não podem ir pescar.
Aterraram o Rio Bucarein.
É um crime humanitário e ambiental também.
No rio quem tranca é ponte e na rua é o trem.
Ponte baixa não dá pra navegar.
Barco parado há dois anos está,
Prejuízo começa acumular.
As perdas dos pescadores quem é que vai compensar.
Bem lá no final das contas o povo é quem vai pagar.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E a ponte Joinville é um monumento ao atraso.
Justificam os gastos gabando a estrutura.
Quando alguém compara com a ponte de Guaratuba.

Ponte Guaratuba tem sessenta por cento (60%)
Ponte Joinville em quatorze por cento (14%)
Guaratuba correndo contra o tempo,
E a nossa Ponte Joinville naquele passinho lento,
E nem falam dos acessos, do prazo e do orçamento!

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E lá na Vigorelli tem estudo contratado.
Mais de quatro milhões estão sendo torrados.
Pra descobrir o acesso que já está sendo usado.

PPP e governo do estado,
É o dinheiro que está sendo pensado.
E tem ponte velha pra todo lado.
Mas, essas pontes não deixam o prefeito preocupado.
Não tem tempo e nem dinheiro se a obra não der status.
Ponte do Kartódromo precisa reformar.
É notório, precisa levantar.
No Paraíso tem ponte quase caindo,
Mas, não se fala em reforma pra evitar esse risco.
Onde há necessidade o prefeito não mete o bico.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado!
Abraçaram as pontes, mas, o povo tá largado.
Tem que ser ponte grande, onde não é usado.
Pra contrair o empréstimo já superfaturado.

Ponte do Centro perto do tênis clube.
Um gargalo que a gestão não assume.
Afunila o Rio Cachoeira,
e quando a maré tá alta é inevitável as cheias.
E obra atrasada no centro é uma coisa muito feia!
É por isso que a ponte não sai.
Pois no prazo nenhuma obra vai.
E no centro melhor nem começar,
Uma ponte sem noção de quando consegue acabar.
Pois tem sempre os aditivos e os prazos pra adiar.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado.
E onde não tem ponte já tem mapa rabiscado.
Ponte da propaganda, ponte do monumento,
e as pontes necessárias ficaram no esquecimento.

É a febre das pontes, é o nicho do momento!
Tudo fora de prazo e acima do orçamento.
É febre do andaime, do canteiro de obras.
O que é preciso falta e o que não precisa sobra.

É a febre das pontes, ponte pra todo lado!
Abraçaram as pontes, mas, o povo tá largado.
Tem que ser ponte grande, onde não é usado.
Pra contrair o empréstimo já superfaturado.


ESCRITA DIA 04 DE JUNHO DE 2025

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