PARÓDIA – IGNORADO, ASSOREADO E ATERRADO_(2025)
Música original: Chapéu de vaca (Xirú Missioneiro)
Letra e Interpretação: Piá Vividense
O Rio Cachoeira é o rio joinvilense.
Por aqui nasce e aqui mesmo deságua.
É lá no bairro Costa e Silva que ele nasce.
E na Lagoa Saguaçu que ele acaba.
Por ele vieram os primeiros imigrantes,
E o desembarque deles foi ali no centro.
Perto da barca em frente à prefeitura.
Onde pra eles foi feito um monumento.
Tinha até porto e muita navegação.
No antigo cais Joinville era abastecida.
Ali chegavam os produtos importados.
E os exportados pelo rio era a saída.
II
Perto do rio também tava estabelecido.
O nosso antigo mercado municipal.
Um patrimônio que há tempo foi demolido.
E construído o mercado atual.
Bem ao contrário de outros mercados públicos.
Com um estilo germânico falsificado.
Já não condiz com a cidade de Joinville.
Perto do rio é estranho e acanhado!
Se antes era um ponto de agricultores.
E os pescadores vendiam o seu pescado.
Hoje retrata apenas um ponto de encontro.
Que não define seu valor e seu legado.
III
O Rio Cachoeira outrora movimentado.
Tá assoreado e sem navegabilidade.
Tá maltratado, poluído e esquecido.
Até parece que nem é dessa cidade.
Ignorado, assoreado e aterrado!
Falta limpeza, cuidado e manutenção.
Falta dragagem de porte em todo o seu curso.
Pra resolver a cheia e a inundação.
Uma dragagem profunda e competente.
É a solução pra esgotar essa aguaceira.
Pra ter de novo, navegação e esportes.
E aquela vida que tinha o Rio Cachoeira.
IV
Foi aterrado lá na ponte do vovô!
E na Nacar aterraram o afluente.
Nos dois lugares teve o leito estreitado.
E reduzido o rio em cinquenta por cento.
No Prédio verde em frente ao Tenis clube.
O Rio Cachoeira tem um estrangulamento.
Tiraram o prédio, porém, plantaram florzinhas.
E até hoje não teve alargamento.
V
E a drenagem e obras do Rio Mathias.
Estão paradas sem previsão de começo.
E o Men de Sá disse não ser prioridade.
E na verdade não se tem nenhum apreço.
Mas, em vez disso fizeram rotas de fuga!
Porém as cheias no centro seguem constantes.
Então a ideia genial dessa gestão.
Foi colocar árvores em vasos flutuantes.
E Joinville continua como sempre.
Uma vez teve, já era, já foi outrora.
E o Rio Cachoeira pra voltar ser o que foi.
Essa dragagem tem que começar agora!
VI
No antigo cais querem fazer mais um projeto.
Chamado Parque Linear do Cachoeira.
Um projetinho mequetrefe e sem vergonha.
Pra sobrepor quase uma história inteira.
Esse tal parque, que, de parque não tem nada.
Não lembra a história e nem a nossa tradição.
E em vez de honrar personagens imperiais.
Vai ter o nome dos parentes da gestão.
O antigo cais homenageia o Conde D’eu.
E mantém vivo um histórico centenário.
Mas, o tapume de cem metros em construção.
Vai ter o nome do papai do secretário.
É desse jeito que a cidade vai vivendo.
E o Rio Cachoeira é um exemplo escancarado.
Está sumindo, maltratado e poluído.
Ignorado, assoreado e aterrado!
ESCRITA DIA 17 DE JUNHO DE 2025
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