quinta-feira, 31 de agosto de 2023

PARÓDIA | COMO ENROLAR O POVÃO_

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PARÓDIA | COMO ENROLAR O POVÃO_

Letra: Sílvio Opeck | Piá Vividense                                                                                               Música original: Clube do Batidão | Rio Negro & Solimões

Quem quer saber como trolar o povão?
É só seguir o exemplo dessa administração.
INTRO / REFRÃO
Quem quer saber como trolar o povão?
É só seguir o exemplo dessa administração!
Quer aprender a enrolar o povão!
É só encher de obras e nunca ter conclusão.
I
É obra em toda cidade, parece uma belezura.
Na Rua Copacabana a obra não acaba nunca.
Na Rua da Max Colin, com a rua Marquês de Olinda.
Um grande estacionamento enorme ali na esquina.
Mas, pera lá! (2X)
O lote é público e a obra é particular!
Mas, pera aí! (2X)
Faz que trabalha que o povo fica feliz!
Como é que é? (2X)
Já esqueceram a ponte da Rua Aubé?
É gozação. (2X)
A Ponte Joinville encalhou na licitação!
II
É um engodo eterno que nunca mais se acaba!
O binário da Fritz Buhler, com a Conselheiro Mafra!
E só pintura e pressa para a inauguração.
Que ainda não concluíram sua sinalização!
Mas, veja só! (2X)
É a reprise lá da Rua Marajó!
Vale lembrar! (2X)
Que a beira mangue, ninguém quis nem começar!
É zoação! (2X)
Uma adutora de água sem estação!
É zoação! (2X)
Levando vento e faturando um dinheirão!
III
No distrito industrial, o elevado tem problemas!
A ETA do Vila Nova, já se tornou um dilema!
E a nossa ponte Azul, um mês pra lixar e pintar.
Que é pra fazer de conta, que estão a trabalhar.
Mas, pera lá! (2X)
E a ponte do Rio Cachoeira, também vai evaporar?
Mas, pera lá! (2X)
Que o Binário do Boa Vista, foi três anos pra acabar.
E que ilusão! (2X)
A Marginal do Cemitério e sua Duplicação!É zoação! (2X)
É desse jeito que se engana o povão!

CLIQUE NO LINK PRA ASSISTIR A PARÓDIA >>> https://youtu.be/B8x62HMhOpU 

A ARTE DO ENCANTAMENTO PÚBLICO_


 A arte do encantamento público. 

Não é de hoje que enganar o espectador em troca da sua confiança é um ferramenta muito usada, e, por incrível que pareça... muito eficiente... AINDA!!!, e, principalmente quando o objetivo final vai além de simplesmente prender a atenção do mesmo, ou seja, quando o sucesso no encantamento do espectador garante o futuro do ilusionista.

É nessa perspectiva que introduzo a minha linha de raciocínio e tento mostrar o meu olhar sobre o que acontece hoje na cidade de Joinville e, porque não dizer,  no governo federal também. A encenação e a narrativa tomaram o lugar do real, do concreto e do efetivo. 

Começando pela nossa cidade o que posso ver são obras e mais obras anunciadas, algumas iniciadas e outras apenas propagadas em outdoors, jornais e fotos nas redes sociais, com aquelas fotos clichês de sempre onde sempre tem pessoas engravatadas com sorrisos forçados nos rostos, apertos de mãos, clima de festa e aquela mesa básica ao centro com um papel branco, uma caneta e a cena utópica da assinatura, que ficará registrada e de alguma forma tentará passar a seguinte mensagem ao espectador: "- Olha só o que estamos fazendo por você, nós somos a solução pra você!"

Os problemas que são gerados com esses truques são os mais diversos e por incrível que pareça nunca atingem os atores, sempre retorna para aqueles que estão pagando o espetáculo. Vou falar sobre apenas dois deles, que na minha opinião são os mais críticos.

Podemos ver esses dois truques sendo repetidamente exibidos e ridiculamente ainda aderidos e defendidos por muitos espectadores que se acostumaram a viver no mundo encantado onde tudo que se publica pelo "órgão oficial" é a verdade absoluta, mesmo que em noventa e nove por cento dos casos a verdade das ruas esteja refutando toda a narrativa ao abrir a porta da casa e sair pro trabalho, ao entrar no carro e utilizar a malha viária, ou ainda, ao utilizar o transporte público, ou nos serviços básicos como fazer uma consulta no pronto atendimento e hospital público, no saneamento e água tratada, iluminação pública, segurança, etc, etc, etc, mesmo com tudo isso dizendo, você está sendo redondamente enganado, manipulado e por que não dizer induzido ao erro, essa fatia ainda assim não concorda e não se pronuncia antes de saber o que o gestor público municipal, estadual ou federal vai narrar na próxima aparição, comunicado oficial, coletiva de imprensa ou textão nos perfis "também oficiais", só então ele sairá repetindo a mesma narrativa e depositando a sua vida nisso. Esse é o primeiro problema. A alienação política, o endeusamento de figurões públicos que são agradáveis e convenientes no discurso, sempre com um tom macio de voz, falando em democracia, direitos humanos, progresso, inclusão, estado democrático de direito, mas, que não passam disso, aliás, o que acontece é totalmente contrário ao discurso, porém, como já comentei, pra essa parcela de encantados e já evidenciando o primeiro truque/problema, o que importa é o comunicado oficial.

O segundo e o principal problema, é o fato propriamente dito. É todo o aparato utilizado pra manter o primeiro problema (a alienação política), ou seja, manter os espectadores encantados dessa plateia, aplaudindo, defendendo e recomendando o show. Pra isso o circo é montado em toda a infraestrutura territorial, obras iniciam e nunca acabam, porém, aos olhos dos encantados o fato de haver fitas zebradas, placas de "Desculpe o transtorno", ou "Em obras", ou a movimentação de homens e máquinas fazendo barulho por semanas, meses e até anos, justifica e legitima todo o atraso nas conclusões de obras, as licitações não cumpridas, os milhões de calote, as empresas que abandonam obras sem finalizar, as desculpas esfarrapadas pronunciadas nos veículos de comunicação, contratos assinados sem nunca serem iniciadas as obras, procrastinações na manutenção do patrimônio público, museus, esculturas históricas, as CPIS sem culpados, etc. Mesmo com tudo isso transparente aos olhos, todo o aparelhamento do órgão oficial município, estado e/ou nação, ao invés de de uma vez por todas concluir obras, reduzir gastos públicos, melhorar a qualidade de vida do cidadão, investir em saúde, segurança e ensino efetivamente, persiste em manter " as aparências", manter as obras eternas e pior ainda elaborar obras tecnicamente ridículas, como a duplicação da famosa Marginal do cemitério, de cento e oitenta metros de extensão com prazo de conclusão de dez meses e pela bagatela de três milhões e trezentos mil reais, que se for dividido o investimento por metro de obra, cada metro custará dezoito mil reais, pagos pelo contribuinte. E isso é comemorado pelos eternos encantados.

Enquanto isso a nível federal, enquanto o país vai mergulhando numa crise econômica e ética sem precedentes o perfil oficial do governo em todas as redes sociais, anuncia o melhor tempo do país, com muito dinheiro, prosperidade, amor e o povo feliz de novo.

É... Mas, os prefeitos do nordeste, ontem, mostraram pra toda a nação (https://www.youtube.com/watch?v=PKhecnpSgCE) que a propaganda federal, "É ENGANOSA"...

...menos para os ENCANTADOS! 



quinta-feira, 24 de agosto de 2023

PARÓDIA | A CAIXA DE PANDORA_

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PARÓDIA | A CAIXA DE PANDORA_

Letra: Sílvio Opeck | Piá Vividense                                                                                                Música original: Verdades da Vida | Otávio Augusto e Gabriel

Passa hora e passa dia, só as surpresas não passam.
Quanto mais a gente reza mais aparece desgraça.
O centro abandonado, cultura largada as traças.
Estão caindo aos pedaços os museus e as nossas praças.
Bons projetos culturais faz tempo que não tem mais.
Só cortina de fumaça! 
 
Os projetos aprovados se resumem à panelinha.
Tem ganhadores eternos todos anos tão na linha.
Tem caso até que aprovou-se de toda uma família.
As propostas do marido, da esposa e da filha. É clara a sacanagem
ninguém pensa em qualidade, o foco é a burocracia!

Tornam difícil o processo pra afastar os candidatos.
E voltar o mesmo ciclo e os mesmos aprovados.
Alegam que os melhores são sempre classificados.
A tendência é sempre o centro e nunca os outros bairros.
Cada vez tá mais complexo pra garantir o acesso
e o projeto financiado.

Contribuinte pagando e a caixinha fechada.
E já tem família inteira que nela está amparada.
O chefão da obra toda já é bilhete marcado.
Por deixar a Cidadela e museus abandonados.
Joinville não merece esse tal de Gassenferth
ruindo o nosso legado!

Que tem muita coisa errada isso já não é mistério.
Já tem vereador do Novo vendo que o negócio é sério.
Já estão envergonhados com esse sistema velho.
A pra trazer transparência querem mudar os critérios.
O momento é agora abram a Caixa de Pandora
pra acabar com esse império.
 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

A CAIXA DE PANDORA



 A Caixa de Pandora.

Esta é a primeira postagem pra esse blog que  acabei de criar. Achei interessante resumir um pouco do que penso escrevendo também, não apenas nas paródias, que sempre foram a minha maneira de dizer o que penso sobre o que acontece no nosso país e também na nossa cidade maravilhosa. Toda semana escrevo sobre a nossa cidade e já faz um bom tempo que isso se repete. E sempre repetimos os mesmos assuntos, isso mesmo, muitas vezes até parece que ninguém está vendo e ouvindo. Parece, mas, todos estão atentos ao que acontece. 

Hoje, recebi a pauta pra escrever e tive uma surpresa. Aliás, não se poder nem dizer que é uma surpresa, em considerando o país em que estamos vivendo e principalmente, o sistema político atual e seus adeptos. Há muito tempo escrevo sobre a nossa "caixa-preta", e quem acompanha minhas paródias e o programa Passando a Limpo, sabe que estou falando da nossa companhia de águas e saneamento que há muito, está deixando a desejar no quesito, "investimento versus resultado". Há pouco tempo tivemos uma momentânea vitória, ao saber que foi anunciado o início de um CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), pra investigar a famosa "caixa-preta". E daí, vem a nossa surpresa.

Se não bastasse a caixa-preta, temos agora a "Caixa de Pandora", isso mesmo. Denunciada pelo vereador William Tonezzi, no último programa Passando a Limpo, e, como o próprio garante já havia denunciado há um tempo, porém, sem apoio massivo, apenas de alguns vereadores igualmente inconformados, a Caixa de Pandora é um lugar lindo e maravilhoso de projetos culturais e afins, onde se perpetuam os mesmos beneficiários, os mesmos "produtores", os mesmos militantes, os mesmos ativistas...etc e mesmos, todos os anos, não porque são os melhores, como prega a narrativa de sempre, mas, porque há um claro direcionamento de conveniências e por que não dizer, de interesses que se reduzem há uma minoria de iluminados, os bonzões, as bolachinhas do pacotinho, com algumas poucas ressalvas, pra não ficar tão óbvio.

Mas, isso só foi descoberto devido há um projeto novo e pasmem... "APROVADO", chamado, "GRITOS DO SUL", que se destina explicitamente a criar, ou, dar continuidade a uma narrativa escancaradamente política e agora disseminada aos quatro ventos do país, pra macular os liberais, conservadores e cristãos, usando a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, e acusando todos os seus eleitores, adeptos e fãs de fascistas e nazistas. Detalhe, o projeto foi proposto, e aprovado pela atual administração. São R$73.750,00 reais aprovados e liquidados dos quais R$54.338,11 já foram pagos pra chamar você joinvilense e sulista que apoiou e ainda apoia um sistema de governo liberal, sem corrupção e sem impunidade, de fascista e nazista, acredita nisso? e, sim, gravaram um filme nojento, que propaga o ódio sem piedade, a guerra contra os eleitores e seguidores do ex-presidente, explícito, sem vergonha, canalha e covarde. 

O quesito "valor cultural", pra valorizar a nossa cidade, seu povo, costumes, história, antepassados, descendentes, arte, música, que é o objetivo cultural pelo qual o dinheiro é liberado, não existe. Existe sim uma meia dúzia de privilegiados que conseguem aprovar todas as sua propostas de projetos pífios e políticos (como esse...) para criar e propagar suas próprias narrativas, desvirtuando todo o objetivo final e rasgando o dinheiro do contribuinte, e, em alguns casos todos da mesma família, kkkkkkk, olha só que beleza, pai, mãe e filha com suas propostas aprovadíssimas, poderíamos até dizer que é o órgão dos projetos familiares e seria lindo, se não fosse trágico e imoral, aliás, moralidade já faz um bom tempo que não tem mais relevância por essas bandas. Alguns poucos conservadores ainda preservam esse item agora tão confrontante.

E o nosso dinheiro??? 

Tá lá, lindo e formoso enchendo os bolsos dos verdadeiros propagadores de ódio que se fazem de vítimas e tem a burocracia do processo e todo aparato ideológico e administrativo pra dar voz às suas diarreias mentais.

E aí?

Vai ser disponibilizado o mesmo montante para a devida resposta???

Esperando APROVAÇÃO!

O POVO VIU MAIS ESSA!

PARÓDIA – DESRESPEITO E SUCATEAMENTO CULTURAL DE JOINVILLE (2026)

PARÓDIA – DESRESPEITO E SUCATEAMENTO CULTURAL DE JOINVILLE (2026) Música: Tá tudo caro (Véio Milongueiro) Letra e interpretação: Piá Vividen...